Pra sempre, sempre acaba?

 

Quando escuto ou leio “para sempre”, minha única vontade é de simplesmente retrucar: “Pra sempre não existe, bem-vindo a realidade”. A vida é composta por ciclos, que quando chegam ao fim, tornam-se início de outro.

Me sinto desacreditada, sentimento um tanto quanto ruim. Se esperança é a última que deve morrer, posso dizer que ela está em sono profundo, contra minha vontade.

Quando pequena, custumava sonhar acordada. Acreditava que quando alguém partia se tornava uma estrela, que eu poderia respirar debaixo d’água como uma sereia, que seria alguém que moveria multidões com algumas palavras de profunda verdade relacionadas ao meu ser e misturadas a melodias…

Isso tudo se foi, a realidade me engoliu com apenas uma mordida, me obrigando a ver o quão difícil é atingir objetivos, a crueldade que domina o ser humano e que nem tudo depende de nós, deixando o destino como encarregado (nisso, eu acredito).

Escuto a voz dessa menina algumas vezes falando pra não desistir, pra acreditar, que tudo só depende de mim…

Somos volúveis, circustâncias fazem com que nossos planos sejam adaptados para talvez serem concluídos, junto aos nossos desejos… então, como afirmar querer algo para sempre se não sabemos o dia de amanhã? Que convicção se tem para não acreditar que suas vontades atuais não mudaram em questão de minutos?

Não quero ser pessimista, apesar de pender inconscientemente para este lado. Bons pensamentos atraem bons fluídos, porém, se pensarmos no pior que pode acontecer, já estaremos precavidos e com uma “carta na manga” para se safar de tal situação.

Eu e minha terrível mania de extrema auto-proteção bate de frente com meu lado auto-destrutivo, cômico não?

Meus pés estão presos ao chão, por mais incoerente que me julgam ser. Só busco formas de anestesiar e fugir um pouco disso tudo. Queria voltar a voar, resgatar a inocência que foi embora (não por completo) com os anos que se passaram. Tenho muito o que aprender, um longo caminho a percorrer, porém certa de que tudo que vem pode ir embora, como aconteceu tantas vezes… Quem sabe isso mude alguma hora…

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