Havia combinado de sair para jantar com minha melhor amiga e seu novo namorado, queria conhecer o rapaz que ela tanto mencionava, não só por curiosidade, mas afim de aprovar ou não a união recém-formada.

Era uma Quarta-feira, dia cinzento e com ventos fortes que me causava arrepios. Optei por usar um vestido que marcava levemente as curvas acentuadas do meu corpo por baixo de um trenchcoat preto, cachecol vermelho e botas. Uma maquiagem leve, apenas para disfarçar as olheiras adquiridas noite passada, na qual fui dominada pela insônia.

Encontrei-os às 8 da noite em um restaurante com um ar aconchegante, porém requintado, que ficava a 2 quadras de minha casa. Mandy estava incrivelmente deslumbrante com sua blusa de seda vermelha, saia social que marcava sua cintura, tão fina quanto a de uma boneca e um casaco de veludo, protegendo sua pele aparentemente delicada do frio. Seus cabelos loiros e lisos estavam impecáveis afinal foram preparados pelas mãos mágicas do melhor cabelereiro da cidade. Seu parceiro, Marc, era divinamente viril e charmoso. Transpirava masculinidade, um tanto quanto instigante e misterioso. Eram perfeitos um pro outro.

Aproveitei para colocar a conversa em dia com minha querida amiga, afinal, não nos viamos a algumas semanas e sempre fomos muito apegadas e unidas. Marc muito simpático e discreto, se fez presente, quebrando a formalidade da situação. Degustavamos drinks exóticos e comidas preparadas com muito bom gosto, despertando um ar afrodisíaco.

Estava ficando tarde, os drinks já nos entorpecia e uma forte chuva começou a cair. Pagamos a conta e decidimos dividir um táxi. A primeira parada foi na casa de Mandy. Já desembarcando, ela perguntou se gostaria de subir para conversarmos mais um pouco. Resolvi aceitar, não havia nada de interessante para fazer em casa e a companhia de ambos era bastante agradável.

Sentamos no sofá macio na sala enquanto a anfitriã nos servia de uma dose de whisque. Marc sempre animado nos contagiava com histórias da sua adolescência rebelde e marcante. Logo entramos em detalhes mais íntimos, confesso que estava ficando excitada com a situação. Eu, como amante do sexo e digamos.. “experiente” no assunto, resolvi compartilhar com eles algumas de minhas aventuras e percebi que ao longo destas, eles se mostravam curiosos e uma crescente, porém, tímida vontade, estava dominando o recinto.

Tomei iniciativa, aproximei-me do rosto de Mandy e encostei minha língua em seus lábios carnudos. Marc, surpreso, presenciou a cena com um sorriso malioso e resolveu se juntar à nos. Acariciava seus corpos enquanto eles se beijavam e arrancavam suas roupas com sutil selvageria, um misto de cuidado e desejo bruto. Deitei-me no sofá, Marc gentilmente abriu minhas pernas revelando a minúscula lingerie que usava debaixo do vestido. Colocou-a para o lado e beijou-me nos lábios de baixo, enquanto os de cima reproduziam com exatidão os mesmos movimentos em Mandy. Experimentamos várias posições aquela noite, nos divertimos intensamente a ponto de atingirmos o clímax.

Após, Marc e Mandy foram para o quarto se deitar – e quem sabe, brincararem a sós – enquanto me recompunha para voltar para casa.

Acredito que tenha sido divertido para todos. Um pouco de sacanagem quebra à rotina e revive o tesão de um casal.

Eu? Eu continuo sozinha mas sempre preparada para ocasiões imprevisíveis que trazem consigo muito prazer.

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Vagando, passos curtos, cansados, pés machucados e com cicatrizes recém-curadas.

Escuridão, vazio, oco.

Anda em direção à algo que não se sabe. Há um fim? Existirão buracos pelo caminho? Simplesmente continua, em busca de um “sei-la-o-que”.

Me sinto perdida, não sei muito bem o que vim fazer aqui. Acho que é normal do ser humano questionar sobre a sua “missão” nessa “coisa” chamada vida. Sempre precisei sentir, seja dor, seja alegria…é meu combustível, quase um alimento pra alma naturalmente insatisfeita, que necessita constantemente estar sentindo pra aparentar viva.

Esse mistério do que estar por vir é excitante e assustador. Quando há estabilidade demais gera um terrível incômodo. E como um ser frágil, quase desfalecido, buscando ar pra preencher os pulmões debilitados, meu subconsciente produz um terremoto pra sobreviver, que apesar de trazer consigo consequências nem sempre boas, no fim, há risos e um prazer inigualável. Alerta, to viva.

Muita força, energia, intensidade… tamanha que o corpo quase nunca suporta e se sente exausto. Como canalizar à fim de ser produtivo, positivo e estimulante? É o que eu me pergunto diariamente…

Já tentei recorrer a vários métodos, válvulas de escape, para aliviar essa ansiedade que assombra. Algumas tentativas bem sucedidas, outras nem tanto, por isso continuo buscando alguma coisa pra preencher. Falta descobrir o que é.

Infelizmente sou mutável demais. Isso não é bom quando se tem objetivos e planos pois um desejo estúpido pode fazer perder o foco. Sou compulsiva, por aprender, amar, rir, gozar…

Um manual de instruções, por favor?

Justamente no dia em que foi atrás de anestesia pra quebrar a rotina, esquecer-se do stress e da falta de paciência que custuma dominar. Parece que a alma estava pressentindo o que viria, mas ao em vez de buscar consolo, foi atraída pela vontade de sentir mais dor -inconscientemente – se ferir. Auto-punição. Masoquismo em evidência. Forma de fugir da realidade, alívio.

Já não estava mais em seu corpo, creio que ambos. Talvez aquele momento foi igual para os dois, porém seguiram caminhos diferentes: um em direção ao eterno descanço; outro em direção a dor, a carne, a realidade.

Pelo menos compartilharam um último momento juntos.

E agora? Ela e sua mania de fazer papel de vítima, eles de culpá-la por tudo, como se estivesse SEMPRE errada, a vilã da história. Isso não justifica todas as noites que não estiveram presentes, todos os abraços que não foram dados, a falta de toque, de troca. A melhor defesa é o ataque. Não assumem as cicatrizes que deixaram. Todos erram.

Apedreja quem a faz e a fez sofrer. Não quer por perto. Não faz parte disso, nunca fez. Sempre se sentiu deslocada, diferente. Não há mal algum nisso, já que essa diferença mostra que busca outras coisas além de matéria.

Ingratidão? Talvez. Quem sabe um sentimento acumulado de raiva, ódio. Revolta.

Peca, como todo ser humano. Não é de ferro para assumir a culpa de todo um círculo que infelizmente faz parte, não por escolha, mas porque foi decidido assim.

Agora chora. Quer se ver livre, longe.

-Mulher ao lado de seu amante em seu leito de morte. –

BEATRICE- Por que Deus teve de condenar o meu único e verdadeiro amor à morte de forma tão devastadora? Por que fez cair sobre ti a Peste que assombra os arredores enquanto a punição poderia pender sobre mim, livrando-te de tanto sofrimento?

LEONARD- Jamais repita estas palavras! Não faça com que estes últimos minutos que me restam sejam mais dolorosos. Não dor carnal, que dilacera corpos de reles mortais, mas dor que penetra por dentre as entranhas e estraçalha meu debilitado coração, já ferido por saber que não mais verei estes olhos que reluzem como esmeraldas.

BEATRICE- Oh! Por que eis de partir desta forma? Lágrimas escorrem de meus olhos e morrem em teus lábios como se pudessem matar sua sede e lhe conceder novamente vida. Vossa fonte secou… seu corpo, desfalecido…Tenho de partir e buscar fortaleza para servir-me de abrigo e proteger o fruto do nosso amor, que carrego em meu ventre.

—–

ADRIAN- Onde estavas? Aposto que foi atrás daquele maldito moribundo que pisou em nosso lar para semear discórdia, roubando-te de minha pessoa.

BEATRICE- Nunca pertenci a você. Meu coração e meu corpo sempre pertenceram a um único dono, que foi tirado de mim por injusta vontade divina.

ADRIAN- Cala-te! Não vê a vergonha que causa desrespeitando a decisão dos céus e falando daquele criado como se de fato fosse importante? A maldição fez-se cumprir, fazendo-lhe pagar por enorme atrevimento. Ele era subordinado a me servir, obedecer-me, enquanto a tua função, como mulher, era honrar-me e tratar-me como alteza de seu reino! Saia de minha frente antes que tomado por loucura e ódio, acabe com a sua vida, como se fosse apenas um roedor.

BEATRICE- Como quiseres. Partirei esta noite, em busca de uma nova vida e comigo, meu único companheiro, que me acolherá com doces memórias do falecido e que, um dia, tornara-se grande, como o homem que junto a mim, lhe concebeste a vida, confortando-me com orgulho e com sabedoria que herdarás.

ADRIAN- Pois vá! Retire esta carcaça que já estás sendo tomada pelo mau cheiro que transpira de sua alma pecadora e sufoca-me de desgosto. Vague por estas vielas em busca de comida e abrigo como um desafortunado. Espero que sofras por tuas escolhas o tanto quanto sofro em ver o tipo de “donzela” com quem fiz votos de matrimoniais.

E assim, Beatrice se foi, e com ela, o fruto de um amor proibido, entre um ordinário criado e uma bela donzela.

Tarde de Domingo

 

Se as paredes do meu quarto falassem, com certeza contariam detalhadamente o que aconteceu naquela noite. Me recordo claramente que estas mal conseguiram abafar meus gemidos de prazer…

Era tarde, um domingo qualquer. A campainha do meu apartamento tocou, lá estava ele, perfeitamente bem vestido, porém beirando a casualidade. Seu corpo exalava um cheiro um tanto quanto afrodisíaco, que misturado ao meu perfume, tornava o ambiente convidativo.

Sentamos no meu sofá e conversamos por horas sobre assuntos banais que, apesar de tudo, garantiram boas risadas. Era inevitável mirar seus olhos sem desejar nadar nas profundezas daquilo que parecia um profundo oceano. Seu sorriso me hipnotizava enquanto os seus lábios mandavam mensagens subliminares que sugeriam que os meus pudessem tocá-los.

Quando percebi, estava mergulhada em seus braços. Eu queimava por dentro, precisava imediatamente cessar aquele fogo e ele havia entendido qual seria a sua missão.

Pegou-me no colo e levou-me para o quarto, repousando meu corpo com cuidado sobre o lençol de seda. Um enorme calafrio percorreu meu corpo enquanto ele me despia e sugava delicadamente meus seios. Resolvi mostrar quem comandaria a situação dali por diante. Abriguei seu orgão em minha boca e fui correspondida da mesma forma. Me contorcia de prazer. Não consegui conter-me e gemi alto assim que ele penetrou com um único e vigoroso movimento. Era gostoso tê-lo dentro de mim, me preenchendo de todas as formas possíveis. E assim ficamos, por toda noite, testando incessantemente a capacidade do ser humano de sentir e proporcionar prazer.

Vimos o dia clarear e já exaustos, resolvemos dormir. Deitei meu rosto sobre seu peito e nos abraçamos carinhosamente. Me senti uma mulher realizada, mais ainda por saber o quanto satisfiz o meu homem.

Pra sempre, sempre acaba?

 

Quando escuto ou leio “para sempre”, minha única vontade é de simplesmente retrucar: “Pra sempre não existe, bem-vindo a realidade”. A vida é composta por ciclos, que quando chegam ao fim, tornam-se início de outro.

Me sinto desacreditada, sentimento um tanto quanto ruim. Se esperança é a última que deve morrer, posso dizer que ela está em sono profundo, contra minha vontade.

Quando pequena, custumava sonhar acordada. Acreditava que quando alguém partia se tornava uma estrela, que eu poderia respirar debaixo d’água como uma sereia, que seria alguém que moveria multidões com algumas palavras de profunda verdade relacionadas ao meu ser e misturadas a melodias…

Isso tudo se foi, a realidade me engoliu com apenas uma mordida, me obrigando a ver o quão difícil é atingir objetivos, a crueldade que domina o ser humano e que nem tudo depende de nós, deixando o destino como encarregado (nisso, eu acredito).

Escuto a voz dessa menina algumas vezes falando pra não desistir, pra acreditar, que tudo só depende de mim…

Somos volúveis, circustâncias fazem com que nossos planos sejam adaptados para talvez serem concluídos, junto aos nossos desejos… então, como afirmar querer algo para sempre se não sabemos o dia de amanhã? Que convicção se tem para não acreditar que suas vontades atuais não mudaram em questão de minutos?

Não quero ser pessimista, apesar de pender inconscientemente para este lado. Bons pensamentos atraem bons fluídos, porém, se pensarmos no pior que pode acontecer, já estaremos precavidos e com uma “carta na manga” para se safar de tal situação.

Eu e minha terrível mania de extrema auto-proteção bate de frente com meu lado auto-destrutivo, cômico não?

Meus pés estão presos ao chão, por mais incoerente que me julgam ser. Só busco formas de anestesiar e fugir um pouco disso tudo. Queria voltar a voar, resgatar a inocência que foi embora (não por completo) com os anos que se passaram. Tenho muito o que aprender, um longo caminho a percorrer, porém certa de que tudo que vem pode ir embora, como aconteceu tantas vezes… Quem sabe isso mude alguma hora…

Doce Lembranças

 

Vê-lo partir, indo ao encontro daqueles que enfrentavam sua pátria, travando lutas intermináveis, provando sua bravura, é doloroso, mas faz-me admirá-lo como um verdadeiro homem. Homem que fez parte de minha vida. Homem com qual sonho toda noite e ao acordar me deparo com os efeitos que causa em meu corpo.

Lembro-me claramente daquela tarde em que apreciamos o pôr do sol, debaixo de uma grande árvore que nos acolhia como um forte abraço. Eramos um só. Perdidamente apaixonados e tomados por tamanho desejo.

Apreciava-mos a comida acompanhada de vinho seco. A brisa balança meus cabelos e arrepiava cada poro do meu corpo. Trocava-mos beijos, beijos que, por mim, seriam intermináveis. Queria senti-lo por completo, pela primeira vez, como um príncipe tocando uma donzela, como o tempo que transforma uma menina em mulher e liberta todas as suas vontade, por mais ocultas que sejam.

Suas mãos acolheram meu rosto e aos poucos tomaram as curvas do meu corpo, me deixando completamente molhada. Apesar de calejadas, tinham um toque firme. Me acariciava docemente. Desabotou minha blusa, enquanto alternava mordidas e beijos em meu pescoço. Sutilmente levantou a saia, despindo-me quase que por completo, procurando anestesiar minha alma que clamava por satisfação. Meus lábios, seus lábios. Me contorcia e puxava o seu cabelo conduzindo o ritmo que nos embalava.

Ele estava dentro de mim, vagarosamente porém intenso. Seu orgão pulsava. Desfrutamos do prazer que nossos corpos jamais haviam degustado antes.

Exausto, desfaleceu ao meu lado. Seu rosto exibia um sorriso que brilhava mais que qualquer estrela que já tomava o céu e se fazia notar na escuridão. Era noite, nossa noite. Adormecemos.

Me perguntava se havia sido um sonho.

Homem que me fez tocar as nuvens sem sair do chão… sinto sua falta.

Aonde vai parar?

Ela tem tudo, mas ao mesmo tempo, não tem nada. “Mal agradecida, por que está reclamando? Olha a situação das pessoas em volta! Aprende a valorizar o que tem.”

Ela tenta, mas gosta do perigo. Gosta de experimentar todas as sensações do mundo para chegar à suas próprias conclusões, nem que para isso ela tenha que se humilhar, sofrer, se comparar a um mísero grão de areia. Apenas para sentir. Totalmente viciada em qualquer coisa que a faça sentir o real gosto da vida. Viver.

Não adianta elogios. Ela sabe do que é capaz, sabe do que tem para a oferecer. Ninguém valoriza. Ela NÃO se valoriza.

Se está assim agora como será daqui a um tempo? Aonde ela vai chegar? Ela vai parar? O que espera?

Por que faz isso consigo mesmo? O que está querendo provar? Só ela sabe. Se questiona. Não, não sabe.

No fim das contas, ela só quer um pouco de conforto, não material. Quer deitar a cabeça no travesseiro e esquecer de todos os fantasmas que a perseguem. O passado e o presente estão deixando cicatrizes irreversíveis. Como será no futuro? Haverá futuro?

Dormir pode ser uma fuga um tanto quanto assustadora. Pegar no sono me amedontra em alguns momentos. Tenho medo de não acordar, apesar de isso ser o que eu espero às vezes, mas vai de confronto com uma sede de viver que mora dentro de mim. Já disse que busco forças do que me faz mal… me da vontade de ir em frente e conquistar tudo que desejo, pra provar para mim mesma e talvez para os outros que eu posso, que eu sei que eu posso e que eu CONSIGO. Será que o leão cravou suas garras no peixe? Pode ser que sim, mas como diria um amigo meu, sinto muito mas nao sinto nada. A única coisa que possívelmente desperta em mim é o sentimento de pena. Eu deito minha cabeça no travesseiro com a consciência limpa e você? Nao vou dizer que sou politcamente correta, longe disso. Tenho muitas mágoas por atitudes bobas, impessáveis, e muitos arrependimentos também. Mas diferente do que se vê, eu procuro tirar uma lição e aprender com os meus erros. Eu sou teimosa, pode ser que uma vez não seja o suficiente, mas tomar porrada da vida machuca e uma hora ou outra sou obrigada a aprender. Por mais difícil que seja. Quando você está prontificado a perdoar uma pessoa, perdoe. Não use essas palavras em vão. Poucos tem o dom de verdadeiramente perdoar. Pode ser que se lembre, que não se conforme, mas é PASSADO, tudo foi esclarecido e deve-se conformar e estar mais atento. Confiança é uma coisa que quando perdida é raro de se obter novamente. Mas eu me esforço. Por que todo esse teatro se no fim das contas você queria apenas suprir seu desejo de vingança? Já fui uma pessoa vingativa. Hoje prefiro não me perder nesses pensamentos maliciosos e apenas me focar no que vejo que é bom pra mim. Aqui se faz, aqui se paga. Você colhe o que planta, então por que me importar em dar uma lição para alguém? Eu não sou a rainha do mundo, muito menos tenho o poder de julgar o que é certo e errado para os outros…Crueldade existe dentro de cada um de nós. Mas sinceramente? Acordo querendo o bem, talvez algum rancor aqui ou ali, mas como já disse, deixo isso como encargo do destino. O que tiver que ser, de fato será. Uma lavagem cerebral talvez seja feita, nao em mim, cabe a você ter dissernimento e filtrar as coisas de acordo com o que foi visto e com os seus princípios. Já disse que a vida as vezes é previsível demais, vamos ver quando tempo dura isso tudo. Por fim desejo sorte. Somos adultos. Sabemos o peso das nossas escolha. Espero apenas que não se arrependa, pois caso aconteça, pode não ser o suficiente.

Aliás, egocentrismo é algo que não falta aqui, viu? Quase sempre abro mão do que gosto para o bem estar de todos. Mas isso não quer dizer que eu não pense em mim. Penso sim, acho que até demais. Mas o fato de eu me contentar em ver sorrisos espalhado ao invés de apenas o meu, pode deixar de lado meus desejos mais pessoas. Um dia eu aprendo melhor a lidar com isso. Tenho tempo de sobra. Um passo de cada vez.

A new start…

Talvez eu não seja boa nesse negócio de falar o que eu sinto, quem sabe escrevendo  se torne mais fácil. Resolvi que preciso por pra fora algumas coisas e preciso desse espaço pra chamar de meu. Nao tenho pretenção alguma em relação a isso, na maioria das vezes sinto como se estivesse falando com as parades ou comigo mesma. E no fundo estou mesmo. Ontem ao retornar para casa, fui surpreendida por um sentimento de cansaço extremo, quase desistência disso tudo que está ao me redor. Jogar a toalha seria uma saída. Uma parte de mim gostaria simplesmente de dormir e acordar como se tudo que eu vivo ou já vivi fosse um simples pesadelo e em um click eu estaria de volta a uma vida bela que sempre esperei. Nem sempre é como a gente quer. É cruel, machuca, deixa cicatrizes, tanto externas como internas..essas últimas nunca saram por completo. Não consigo não transparecer que estou mal, claro que uma veia artística dentro de mim me protege as vezes. Por fora estou bem, por dentro estou morrendo, dia após dia, pouco a pouco. Não, não é depressão, óbvio que eu tendo a pensar por um lado um tanto quanto negativo algumas vezes, não sei porque, acho que faz parte de mim sentir dessa forma. Aliás, sentir é algo que sempre foi exagerado para mim. Ou eu sinto com todas as minhas forças ou de fato é total sem importância. Eu queria me entender um pouco mais, queria entender o por que de algumas atitudes. Não é possível acertar sempre, mas quando errar se torna constante você se questiona se é sempre culpa sua, se você procurou por isso ou se simplesmente as coisas acontecem pois é assim que tem que ser. Nunca me dei bem nisso de amor, de me envolver. Sempre muito travada com algumas coisas. Quando alguém mexe comigo eu recuo, ou talvez ajo inconscientemente afastando essa pessoa de mim. Proteção? Auto-sabotagem? Extremos opostos. Se eu quero me proteger por que gosto tanto de me machucar? Acho que crio forças a partir dai. Parece que sofrer faz com que eu me sinta viva, com que eu sinta meu coração batendo por algum motivo. Vazio interno, todos temos. Como preencher sempre foi a questão.Pra onde ir é algo que tbm me assombra. Eu sei que estou aqui, que tenho uma missão, mas qual? Constante conflito interno. Ego X Alterego. Bruna X Blika. Estranho? Pois é. Pode parecer loucura da minha parte, mas estou acustumada a ouvir todo santo dia alguém falar que eu não regulo bem. Acho que vai do ponto de vista. Pra mim, todos vocês são insanos. Cada um com a sua loucura. Talvez mostrar um pouco da Bruna não seja má idéia. Só estarei um pouco mais vulnerável a ataques. Mas nao fujo a luta. Aprendi a gostar de encarar as coisas de frente e assim que deve ser. Afinal de contas, se doer pode soar prazeroso, por que não? Quem sabe amanhã eu escreva algo produtivo sobre o meu dia. Quem sabe escreva apenas como eu estou me sentindo pra tirar esse acumulo. Não é uma fuga. Quem sabe uma forma de eu entender melhor o que se passa nessa cabeça oca.

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